Foco de Pestilência #011 Elementos de Magia Cerimonial

Capa-#11

Está no ar o Foco de Pestilência #11!

Magia é ciência e arte. Logo, sua prática exige o domínio de técnicas elementares para buscar o sucesso em sua realização. O Liber O vel Manus et Sagittae – svb figura VI (inglês | português) é um documento essencial que descreve algumas destas técnicas a serem dominadas pelo magista.

Neste episódio, Flavio Watson, Pêu Lamarão, Pietro e Sr. Feliciano discutem estas técnicas, suas dificuldades e importância para a cerimônia mágica.

Vírgula Sonora: Liber AL II:5“Behold! the rituals of the old time are black. Let the evil ones be cast away; let the good ones be purged by the prophet! Then shall this Knowledge go aright.”

(Tradução: “Vêde! os rituais do tempo antigo são negros. Que os maus sejam atirados longe; que os bons sejam purgados pelo profeta! Então este Conhecimento seguirá corretamente.” – Trad. Arnaldo Lucchesi Cardoso e Jonatas Lacerda, Espaço Novo Aeon)

Créditos:
Edição: Levy Fernandes
Tema de Abertura: Egberto Pujol
Vírgula Sonora: Gravado por Steven Ashe. Áudio completo em https://www.youtube.com/watch?v=LFt2mVWjBAw

Bônus:
Crowley na Assunção Forma-Deus de Fo-Hi, o deus chinês da alegria e gargalhada
Fo-Hi godform
  • Anderson Roberto

    Excelente programa, de tanto citarem, acabei tendo meu primeiro contato com o Liber O, achei muito interessante, faltou no post a foto do Crowley que citaram, abraço

    • Flavio Watson

      Pronto, Anderson.

      Post atualizado!

      Valeu!

  • Gabriel Lodi

    Olá pessoal,
    93!

    Trabalhei como médium em terreiro de umbanda, gostaria de dar meu pitaco sobre a comparação com assunção forma-Deus.
    Os momentos anteriores à incorporação propriamente dita são bem pessoais, as sensações variam de médium para médium.
    Mas quando o médium é iniciante e conhece as entidades e orixás, é natural que eles sejam instruidos a “se imaginarem como se fosse aquela entidade”.

    Você é recomendado a fechar os olhos, se imaginar numa mata verde, imaginar-se na forma de um índio, os passarinhos ao redor… a mente é levada a imaginar uma série de elementos que remetem à linha do orixá em que a entidade trabalha.
    No futuro, um médium experiente pode recorrer a esse artifício sempre que desejado. Eu sempre fiz essa “assunção forma-Deus” antes das incorporações e, sendo o caso, a incorporação era muito facilitada.

    Sempre comparei as duas práticas (da incorporação e da assunção). Ainda que a assunção não seja uma incorporação propriamente dita, vejo que ela pode ser útil para facilitar uma incorporação.

    Mudando um pouco de assunto, mas já tratando da comparação de práticas mágicas e umbanda, quando li Liber CCCXXV (A operação de Bartzabel) me surpreendi. Você tem todos os elementos de magia cerimonial, mas a base material é um ser humano. Você consegue fazer um paralelo interessante para a umbanda/quimbanda. Crowley usou incenso (defumação), sigilo de bartzabel (como encontrado no Agrippa, entenda como ponto riscado), música condizente (ponto tocado)… é bem interessante.
    Se você pensar que a quimbanda no Brasil (que surgiu bem antes da umbanda) apresenta exus com muita similaridade aos demônios do Grimorium Verum e que a primeira cópia do GV no Brasil data de antes do surgimento da quimbanda, muita coisa de explica.
    Aos interessados, o “True Grimorium” do Jake Stratton-Kent faz uma relação direta entre alguns exus da quimbanda com demônios do GV, comparando nomes, atribuições, ponto-riscados e sigilos. É interessantíssimo!

    Ainda não terminei de ouvir o PodCast, fica para amanhã, mas tenho gostado bastante do trabalho de vocês, parabéns!
    93,93/93.
    Gabriel Lodi.

    • Flavio Watson

      Cara, muito bom seu depoimento. Obrigado!

      Quanto à operação Bartzabel e sua relação com o desenvolvimento da Quimbanda, é uma ideia interessante. Mesmo sem ter bases pra afirmar isso, eu andaria nessa linha de que ambos possuem referências similares embora tenham se desenvolvido em espaços distintos.

      E legal a citação do Stratton-Kent. Já é a segunda vez esta semana que vejo alguém citar a Scarlet Imprint. Fico feliz que ela tenha conquistado espaço por aqui Emoticon smile

  • Samuel Victor Situbal Lima Cruz

    Boa tarde, gostaria apenas de agradecer pelo conteúdo de qualidade, sou leigo no assunto, mas é algo que me interessa muito, sempre estou lendo ou escutando algo relacionado, porém nunca tive contato com algo do gênero, conheci o podcast através de outro podcast que aborda algumas vertentes do mesmo tema, o Mundo Freak Confidencial, que por sinal também é muito bom, fica aqui meu desejo de sucesso à toda equipe.

  • Priscila

    E o curso que vocês vão dar em sp?? Onde tem o link pra gente ver?

  • Anderson Roberto de Souza

    Bom dia, salve Fraters, em um dos programas, foi citado que membros da Golden Dawn, faziam peças de teatro, que continham rituais da ordem, existe algum registro das peças? algum roteiro? algo que descreva essas cenas? fiquei curioso e empolgado em ver isso, mas não achei nada sobre, desde já, muito grato

    • Gabriel Pereira

      Anderson, no livro “A Golden Dawn” do Israel Regardie (publicado no Brasil pela Madras) tem muitos, se não todos, rituais que eram realizados na ordem, além de manuscritos e o conhecimento prático/teórico de cada grau.
      Se não me engano deve ter pdf desse livro em algum lugar da internet, talvez. (http://hadnu.org/discussoes/124-download-de-livros)

  • gpachu

    Vocês preferem as traduções da editora Madras ou da Pensamento para livros como o Dogma e Ritual de Alta Magia, entre outros?

    • Flavio Watson

      Olá, Guilherme.
      Olha, em geral, a gente acredita que toda tradução é falha em algum nível. Infelizmente, ainda não temos por aqui uma cultura de traduções críticas de material esotérico, com comentários do tradutor e editor. Eu tenho a edição da Pensamento e não sei dizer quais diferenças ela tem em relação à da Madras.

  • Gustavo Ca.

    Este episódio me lembrou uma fala bem interessante da atriz Denise Fraga no programa Roda Viva, não faz muito tempo, onde ela tenta descrever um fenômeno que ela sente acontecer em algumas atuações, quando parece que ela atinge um nível “mágico”. Eu já havia cortado esse trecho da entrevista para postar num grupo no Face, eis aqui: https://goo.gl/SfhyJ5

    • Flavio Watson

      Olá, Gustavo.
      Não consegui ver o vídeo. Manda de novo!

  • Dom

    faltou comentarem que o teatro, em si, nasce dessa representação do divino na forma da tragédia grega. O drama é um ato mágico.

  • Ollie

    Só uma dúvida:

    Eu admiro muito Atena e sou homem. É possível fazer Assunção forma Deus para Deuses de outro gênero sem precisar usar certas características de gênero?

    • Pedro Lamarão

      Sim!