Foco de Pestilência #022 Liber AL vel Legis, Cap. 1

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Olá, crianças do Abismo! Está no ar o Foco de Pestilência #22

Nós não destruímos o livro. Nós não respeitamos o comentário. Nós corremos riscos terríveis. E talvez você deva evitar este programa…

Mas o Foco de Pestilência não honraria o nome que carrega se não encarasse a perigosa tarefa de interpretar o Livro da Lei. Ou pelo menos tentar.

Neste espisódio especialmente pestilento, Flavio Watson, Pietro, Pêu Lamarão e Sr. Feliciano se debruçam e batem boca sobre o primeiro capítulo do Livro da Lei, texto thelêmico fundamental recebido por Aleister Crowley em 1904 no Cairo.

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Referências:

Liber AL vel Legis – Português (Trad. Arnaldo Lucchesi Cardoso e Jonatas Lacerda)
Liber AL vel Legis – Inglês
Liber AL vel Legis – Manuscrito

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Créditos:
Edição: Levy Fernandes
Tema de Abertura: Egberto Pujol
Música de background: synx & ParanorMeow – Falling
Vírgulas Sonoras: Gravadas por Steven Ashe. Áudio completo em https://www.youtube.com/watch?v=LFt2mVWjBAw.

  • Ramon

    Programa muito bom, ou assim me pareceu no meu tolo e vago domínio do assunto, mas saindo um pouco do escopo do podcast eu fiquei incomodado sobre como a questão do individualismo foi abordada. Entendo que alguns integrantes tenham estabelecido algum link entre o inconformismo presente nas premissas thelêmicas com noções mais modernas de igualitarismo político, mesmo socialismo ou afins. Sem entrar no mérito ou demérito dessas questões, o individualismo – e Crowley não só é um individualista como o cerne de sua filosofia também o é – não se resume em egoísmo (senso comum), mesmo um egoísmo ético (Ayn Rand, “anarcomiguxos” idiotas do MBL e libertarianos de direita um pouco melhores em geral), ou algum tipo de atomismo (como colocaria Tocqueville), ou cinismo. O individualismo é na verdade tomar a perspectiva individual como critério normativo de análise ou comportamento, ou a premissa individual, ou qualquer forma de abordagem do indivíduo em oposição/prioridade/meta/prerrogativa para o coletivo ou social, o individualismo metodológico de Weber nas ciências sociais ou o socialismo libertário de Wilde ou Proudhon são exemplos. O que Crowley faz no esoterismo é um tipo de socialismo libertário ou anarco-individualismo, ele ele se propõe – ou revela – toda uma maneira muito mais livre e pessoal para se lidar ou ser um esotérico, ele simplifica e populariza métodos, conceitos, ele é de certa forma, mesmo que contraditoriamente se levarmos em conta alguns elementos de sua personalidade, um anti-elitista.

    Eu entendo este primeiro capítulo como um evangelho e uma admoestação. Ele revela o potencial de todo ser humano, ele ressalta a natureza última dos poderes, amor (união, relação, junção etc) e vontade (impetuosidade, carisma, ego etc) diz que se deve realizar a harmonia destes dois elementos e afirma que alguns entenderão estas coisas e outros não, alguns alcançarão certo “patamar” – nada diferente de uma iluminação de qualquer religião – e outros não.

  • Isabella Giordano Bezerra

    alguns conceitos me lembram a filosofia de nietczche, sobre os senhores e os escravos

  • Serpente

    Excelente ótimo programa, parabéns

  • William Fontinele

    Achei esse podcast extremamente esclarecedor, desde que comecei a ouvir os podcasts, sempre me perguntei o que me atraía para o próximo podcast e nesse tive a certeza de que é a contestação. Não sou iniciado em nada, apenas curioso, nesse e em outros assuntos relacionados e por isso, talvez, não tenha argumentos melhores ou uma opinião mais profunda sobre o assunto, mas como aprendizado vale o que foi comentado em algum momento no podcast, “vale o que eu aplico na minha vida”.

  • Pedro

    Sobre o Versículo 31, acredito que tenho uma interpretação que uniria a de vocês.

    Não postem no caminho para ajudar os perdidos e caídos, se isso o fizer sair ou desviar do seu próprio caminho da Vontade.

    • Pedro

      Não parem* no caminho…