Foco de Pestilência #029 Liber Tzaddi vel Hamus Hermeticus

Olá, crianças do Abismo! Está no ar o Foco de Pestilência #29!

Neste primeiro programa de 2018 (que como vocês vão ouvir deveria ter sido o último de 2017…) vamos novamente nos enrolar nos meandros especulativos da pestilência profunda e falar o que pensamos sobre o Liber Tzaddi vel Hamus Hermeticus, o livro do Anzol Hermético

O Liber Tzaddi é considerados um dos livros sagrados para os thelemitas, e segundo as instruções deixadas por Crowley, é um relato do processo de iniciação. Mas as coisas podem não ser tão simples assim, e ficam ainda mais complicadas quando as traduções encontram dificuldades em trazer para o português os detalhes da poesia original.

Mais um episódio onde discordamos, batemos boca e não chegamos a conclusão alguma, mas encontramos muitos caminhos para seguir. E esta é apenas a primeira parte! Esperamos que vocês também sejam fisgados pelo Senhor da Iniciação.

Créditos:

Edição: Breno Zaccaro
Tema de Abertura: Egberto Pujol
Música de background: synx & ParanorMeow – Falling
Vírgulas Sonoras: Gravadas por Steven Ashe.

9 comentários em “Foco de Pestilência #029 Liber Tzaddi vel Hamus Hermeticus

  1. Olá senhores da pestilência. Esse lance da cabeça repousando sobre o altar me lembra mais o sacrifício de Ismael, primogênito de Abrão com sua escrava Agar. Diferentemente da tradição hebraica, no alcorão Abraão tem um sonho onde oferece Ismael como sacrifício. É um texto mais dramático que o da bíblia porque, ao contrário de Isaac que é conduzido pelo pai sem saber do que se trata, Ismael pede para ser sacrificado: “Ó meu pai, faze o que te foi ordenado! Encontrar-me-ás, se Deus quiser, entre os perseverantes!” (Surata 37:103). Parabéns pelo trabalho.

  2. Aproveitando o tema, queria deixar uma sugestão para episódios futuros.

    A quantidade de Liber’s é gigante, e acredito que seria interessante um episódio tal qual um Vade Mecum, que explique como a coleção é estruturada, como os Liber se relacionam, qual seria a sequência natural ou preferencial de leitura deles é por aí vai.

  3. Sobre a parada do sacrifício do filho se Abraão, ouvi uma interpretação no Podcast do Guten Morgen que seria um recado de “Deus” para ensinar ao povo, que estava acostumado a fazer sacrifícios para todo tipo de coisa (agradecer, pedir algo, pedir perdão, etc) que chegou ao fim dessa era.

    A relação com a divindade agora seria feita com base em outros valores, sem sacrifícios nem humanos nem animais.

    1. Isso não faz muito sentido, pq logo após ser interrompido pelo anjo, Abraão vê um cordeiro preso num arbusto e o sacrifica no lugar do filho.

      O diálogo de Deus com Abraão me parece falar que tudo tratava-se de um teste de fé.

      Gênesis 22:10-18
      “Então estendeu a mão e pegou a faca para sacrificar seu filho.
      Mas o Anjo do Senhor o chamou do céu: “Abraão! Abraão! ” “Eis-me aqui”, respondeu ele.
      “Não toque no rapaz”, disse o Anjo. “Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho. ”
      Abraão ergueu os olhos e viu um carneiro preso pelos chifres num arbusto. Foi lá, pegou-o e sacrificou-o como holocausto em lugar de seu filho.
      Abraão deu àquele lugar o nome de “O Senhor proverá”. Por isso até hoje se diz: “No monte do Senhor se proverá”.
      Pela segunda vez o Anjo do Senhor chamou do céu a Abraão
      e disse: “Juro por mim mesmo”, declara o Senhor, “que por ter feito o que fez, não me negando seu filho, o seu único filho,
      esteja certo de que o abençoarei e farei seus descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar. Sua descendência conquistará as cidades dos que lhe forem inimigos
      e, por meio dela, todos povos da terra serão abençoados, porque você me obedeceu”.”

      1. Acho particularmente interessante, que o anjo fala como Deus na primeira pessoa. Foi o que quis dizer no programa sobre o anjo e Deus “ser a mesma coisa”. São entes distintos, mas representam uma mesma voz.

  4. Dois comentários: o Egito antigo era chamado de Kemet, que significa Terra Negra. Outra coisa: Quando li a primeira vez entendi “mãe-esmeralda” como Tábua de Esmeralda. Aí entendi que aquele que narra seria Thot (Hermes), e o Senhor da Iniciação seria o Conhecimento.

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